procrastinação
(latim procrastinatio, -onis)

s. f.
Ato ou efeito de procrastinar. = ADIAMENTO

procrastinarConjugar
(latim procrastino, -are)

v. tr.
1. Deixar para depois. = ADIAR, POSTERGAR, PROTRAIRANTECIPAR
v. intr.
2. Usar de delongas. = DELONGAR, DEMORAR, POSTERGARABREVIAR, ACELERAR, DESPACHAR-SE

“Mas afinal o que é rock n’ roll?”

O Papa é pop – Engenheiros do Hawaii

Estou ficando viciada em Engenheiros do Hawaii, haha. Quando eu ouço essa música eu lembro dos protestos…
Boa semana, pessoas!

“…Qualquer nova, qualquer notícia
Qualquer coisa que se mova é um alvo
E ninguém tá salvo.

Todo mundo tá relendo o que nunca foi lido
Tá na cara, tá na capa da revista
Qualquer nota, uma nota preta
Páginas em branco, fotos coloridas
Qualquer rota, a rotatividade
Qualquer coisa que se mova é um alvo…”

3

O tempo não pára, mas durante uns anos ele se arrastou. O tempo não pára, mas hoje ele parou. O seu silêncio beira ao indiferente, mas berra estridente na minha cabeça e eu não vejo em qual mundo enlouquecer por isso é justo. Por um instante não parecia loucura acreditar que você tivesse comprado minha filosofia barata, e as mentiras que eu contava só pra te distrair… Parece absurdo agora o tempo que passei fantasiando meus medos, em troca de algumas horas de sono. Irracional, o que a singela menção ao seu nome faz comigo, e dize-lo chega a ser proibido. Já começo a achar que tô delirando, suspirando pelos cantos, desperdiçando meu bom senso, engolindo de bom grado o seu veneno. Tropeçando como uma bêbada entre o equilíbrio e a insanidade, mas nos meus momentos de lucidez já não sei mais o que dizer. Por que parecemos gostar tanto de reabrir velhas feridas, arrancando a casca antes de cicatrizar, só pra ver tudo sangrar… Me forço a entrar numa dieta em que você é a unica restrição, mas eu vivo em recaída porque eu amo seu rosto, ah, seu rosto, muito disso pelo seu sorriso, mas também pelo gosto agridoce que você deixa, sobretudo por seus olhos castanhos, e tudo o que eu vejo neles. E por mais que eu me esforce nada me deixa em mais contradição.

Imagem

Carolina Alves.

“Verás que um filho teu não foge a luta…”

“Hoje eu vou dormir mais feliz. Hoje eu vi um Brasil que eu sonhei. Que eu imaginava que só existia dentro da minha cabeça, nos meus devaneios. Um Brasil que voltou a gritar algo sem ser “gol”, um Brasil de cara limpa, organizado, pacífico até certo ponto. Que os policiais percebam que nós lutamos também por eles, apesar de alguns companheiros terem se esquecidos que aqueles homens de farda também são brasileiros como nós (Como outros homens de farda se esqueceram disso ontem na Quinta da Boa Vista). Mas isso faz parte, tudo é novo para os dois lados, a gente não se acostumou com a ideia de que somos do mesmo lado, somos o POVO! Fomos um só povo ao apoiar os bombeiros, os policiais e os professores em greve há um ano atrás. Nos apoiamos porque nos amamos, como irmãos, e irmão também brigam e se machucam, e depois esquecem. Há mais glórias no final dessas brigas… Há um Brasil MELHOR!” (Via facebook, Márcio Medina)

Coisa linda de se ver o povo indo para as ruas lutar pelos seus direitos. Sim, é além dos 20 centavos! É muito mais do que isso. Estou orgulhosa da minha geração, dos jovens. Finalmente!

É nacional!

Ainda há esperança…

Filhos da revolução,
Burgueses sem religião,
Futuro da nação.

Vermelho

Hoje todas as pessoas são iguais, ou pretendem ser.
Assumindo que isso seja verdade,
Gosto de pensar que posso chamar a todas elas de Ted.
Ted levanta cedo para trabalhar.
Ted acorda tarde para estudar.
Ted fica o dia todo de bobeira no sofá.
Ted usa roupas listradas pra se destacar, procurando de algum jeito se enturmar
Mas Ted não notou, que, em todos os outros, a mesma roupa listrada está.
Todos nesse mundo são Ted.
E todos estão exalando desespero, enquanto guardam suas mentiras
Porque Ted não quer que você saiba seu segredo.
Eles são todos entediados, empenhados, procurando os seus defeitos
Eles estão muito ocupados
Tentando não serem pegos.
Ted está tão cego que não consegue enganar ninguém
Todas essas roupas, modos e ideias iguais
Tentando se afirmar
E se provar para alguém…
Pergunte a qualquer um deles,
E ficarão felizes em negar isso.

Eu Ted, estou observando Ted pela minha janela
Que não tem vidro
Fadada a ser eu mesma uma igual
Eu Ted, sinto que estou fugindo.
Mas de que?
E até quando?
Nenhum dos outros Ted parece se importar…
Mas eu não posso deixar de imaginar o que aconteceu,
Porque eu acho, que como Ted, nenhum de nós nasceu.

Ted parece um pouco assustado
Ted luta por um espaço
Para se olhar em frente a um espelho quebrado.
Ted nunca vai abrir seu cadeado.

Mas na minha imaginação, do outro lado da rua
Alguém está me esperando de vermelho
Será que Ted não fora avisado,
Que isso está fora do modelo?

No meio do mar de listras, Ted se perdeu
Mas tive certeza de que vi, o que há algumas horas eu diria não exisitir
Em meio a um milhão de Ted, minha salvação surgir
Parece um lugar perfeito para recomeçar
Quando se está esperando há tanto tempo
E nenhum Ted pareceu notar o que aconteceu
Naquele momento.

Poderia ter sido engano, seria bem provável
Mas o que eu esperava?
Do outro lado da rua, mais mil Ted se preparavam para atravessar,
Como se tivessem algo realmente importante para fazer
Supondo que eu Ted não esteja vendo coisas,
Parece que afinal não estou fadada a nada
E não me arrependo por não parecer
O que mais poderia se dizer?

Imagem

Carolina Alves.