Gomos

Num ambiente onde não há quem te sustente
Há de se fazer o que precisa
Afinal, existem leis sobre quem pode sobreviver
Mas quem foi que decidiu que tinha o direito de cria-las?
E pior ainda, de usa-las?
Inutilmente contestadas
Facilmente manipuladas
Sem maiores alardes
Afinal, quem somos nós?
Todos filhos da mesma voz
Ô, Pai, se me escutas, rogai por nós
Abandonados ao relento
Agonizando no silêncio
De quem não tem mais forças pra falar
Às vezes penso
O que terei feito?
Pra merecer Seu desmazelo
Abandonado
A própria sorte, que é quase lenda
Nesse pedaço de mundo
Mas é preciso acreditar que tempos melhores surgirão
E que Você não me esqueceu
Eles podem até matar meu corpo
Mas não matarão a minha alma
Eles podem me tirar a vida
Mas não podem tirar a esperança
Que continuará viva mesmo depois que eu for
De que ainda existe um caminho
E de que não voltará sozinho
Para reparar todo o mal que ficou pelo caminho
Porque embora estremecida
Ainda não está completamente adormecida
Ou perdida
A vontade de acreditar que no mundo ainda existe
Saída
Pra essa gente enlouquecida
Que ainda não entendeu
Que o mesmo ar que você respira, também é o meu.

 
Coisas estranhas acontecem ao redor do mundo. Coisas horríveis acontecem com pessoas inocentes. Mas pior ainda é o mundo, que parece não se importar com essa gente. Que por sinal, é gente, que nem toda a gente. E se as pessoas não podem perceber, ou se importar com isso, é porque o mundo está muito doente.

Depois do final feliz

“After Ever After”, achei esse vídeo sensacional! São paródias das músicas dos respectivos filmes de princesas da Disney contando o que aconteceu depois do happy end.

(Ative as legendas no próprio vídeo!)

Sem aviso prévio

Tempo, tempo, tempo, tempo…
Tempo passa, tempo aprende
Tempo para de ser bobo,
Acompanha a minha mente
Tempo passa, tempo venta
Toda sujeira pra lá
Pra que eu possa ver direito
Por qual caminho passar
Tempo passa, tempo pára
De me fazer duvidar
Quero ter logo a certeza
De que certeza não há
Vento pára, vento volta
Sopra no meu ouvido e me diz
Com todas aquelas letras
As palavras que eu preciso ouvir
Vento corre, voa rápido
E me diz que você escutou
Essas palavras da boca
Do próprio falador
Tempo passa, tenha pressa
Não me faça mais esperar
Receosa de que o seu tempo
Nunca vá de fato chegar
Vento venta, bem pra longe
Todo esse medo crescente
Pra que eu tire da cabeça essas ideias
Que assolam minha mente
Tempo pára, já está em tempo
De me dar algum alento
Ao menos algum incentivo
Que mostre
Que não estou perdendo meu tempo
Vento sopra, mesmo um eco
Na minha cabeça um pensamento
O vazio me incomoda
Não há conforto no silêncio
Opinião  divergente
Tempo pára, eu não me importo
Pergunte alguma vez
Se realmente quiser resposta
Esperando o tempo passar
Tempo, tempo, tempo, tempo
Tique taque tique taque tique taque
Ainda não é muito tarde
Tempo passa, vai sem pressa
Quem sabe você me surpreende.

 

Carolina Alves.