Lembrete pra mim mesma

Às vezes parece que tudo é uma montanha enorme e inclinada, sem fim. Às vezes é difícil continuar, sem saber nunca se você vai chegar lá algum dia. Às vezes, porque você não pode ver o final da montanha, você se sente desmotivado pra continuar. Essa é a pior coisa para se estar. Desmotivado. As pessoas só possuem duas saídas diante disso: ficar parado, nenhum movimento sendo permitido, ou eles vão voltar todo o caminho (tipo aqueles jogos que de repente você tira a carta: volte ao início do tabuleiro). Os dois são tristes. A não ser que você se encontre novamente. Às vezes você vai se sentir desse jeito, é inevitável. Mas talvez você também acabe encontrando alguma coisa que te faça continuar, cada vez mais longe, não importando quão distante pareça, porque você sabe que eventualmente você vai acabar chegando lá. Isso cabe a você. Imagine isso na sua cabeça: você está sozinho. Parado no mesmo lugar. E você precisa tomar uma decisão. Se você continuar parado, você está seguro, e mesmo que você não ganhe nada, você também não perde. Mas se você escolher se mexer, você não pode saber o que vai acontecer. Mas na verdade você pode ter uma chance de chegar em algum lugar. O que você escolhe? O conhecido? O medo? Ou o risco? Às vezes é preciso apenas um movimento pra fazer as coisas voltarem a sua ordem.

O que eu vou escolher?…

Carolina Alves

Sobre o medo do igual por ser diferente

Eu não assisti ao debate com os candidatos à presidência da República, transmitido pela televisão ontem, mas acordei com o meu feed de notícias repleto de compartilhamentos e comentários negativos sobre o candidato Levy Fidelix. Como todos devem saber a essa altura, o candidato, quando questionado pela candidata Luciana Genro (sobre a dificuldade em aceitar famílias compostas por pessoas do mesmo sexo), respondeu de uma maneira nada bonita o que pensava a respeito. Todos sabem que Levy Fidelix tem uma postura conservadora e uma óbvia rejeição aos homossexuais, as pessoas têm o direito de serem contra ou a favor, mas especialmente quando você é contra, expor de um jeito que incite o repúdio, a exclusão e aversão a determinada coisa é muito perigoso.

Acredito que os comentários do candidato têm caráter discriminativo, citando pedaços de sua resposta “Luciana, você já imaginou que o Brasil tem 200 milhões de habitantes. Se começarmos a estimular isso aí daqui a pouquinho vai reduzir pra 100.”, “E o mais importante é que esses, que têm esses problemas, realmente sejam atendidos no plano psicológico e afetivo, mas bem longe da gente, bem longe mesmo por aqui não dá.”. Apenas leia esses dois trechos. Uma pessoa pública, uma pessoa que está se oferecendo para representar um país, uma comunidade onde supostamente todo o cidadão tem direito de participar, essa última frase, principalmente, é a gota final.

Como numa democracia as pessoas têm direito de manifestar suas opiniões, gostaria de repetir que: você é livre para não ser a favor, para não gostar, de relacionamentos homossexuais. Mas em nenhum momento você tem o direito de discriminar, excluir, ofender, diminuir e principalmente desrespeitar essas pessoas. Isso não só sobre homossexualidade, mas qualquer coisa que seja considerada diferente. Existe uma palavra chamada tolerância, ao buscar seu significado no dicionário talvez você entenda que é a coisa mais básica que você, que é contra algo, precisa ter. Você não é obrigado a nada, mas você precisa respeitar os direitos das outras pessoas. Afinal, são pessoas, assim como você. Os mesmos direitos básicos de liberdade, respeito, dignidade, direito de ir e vir, ocupar um lugar na sociedade, que você tem, a pessoa do seu lado tem também. Não ouse tirar isso de alguém.

As pessoas costumam ter medo, por não conhecerem ou terem uma ideia errada sobre determinado assunto. Mas eu posso te fazer uma pergunta? Como o fato do seu vizinho ser gay afeta você? O que você tem a ver com isso? Não é você que vai estar se relacionando com a pessoa que ele gosta, não é você que vai aguentar as consequências de amar alguém correndo o risco de ser julgado e condenado. Simplesmente por amar. E você pode me dizer que isso fere “a moral e os bons costumes”, mas eu vou ter que perguntar se você já reparou como as pessoas de um modo geral agem hoje em dia. E você pode me dizer que não se pode formar uma família com dois pais ou mães gays, talvez – no caso dos homens (a não ser que seja por laboratório com uma barriga solidária) seja geneticamente impossível, mas existem milhares de crianças jogadas em orfanatos, esperando uma chance de serem amadas por uma família. Como amar alguém, criar com amor, ensinar princípios e incentivar características que levem ao bom caráter, apoiar os sonhos e cuidar atenciosamente de alguém te faz menos pai? O que ser gay tem a ver com a sua capacidade de cuidar de um ser humano? E você pode me dizer que pais gays incentivam/criam os filhos para serem gays, mas nenhum pai determina a sexualidade de seu filho, pais gays têm filhos héteros, pais héteros têm filhos gays. Você pode dizer que isso não está na Bíblia, mas sabe qual é o mandamento da Bíblia que as pessoas costumam ignorar enquanto estão seguindo literalmente vários outros? “Amai o próximo como a ti mesmo”. Esse é um que eu dificilmente vejo sendo pregado. Ser gay ou ser hétero não te torna impune a falhas, pois antes de ser qualquer coisa, você é um ser humano. Está sujeito a erros independente da orientação sexual. A única coisa que você devia ter em mente ao julgar e se referir a alguém: É um ser humano. Com sentimentos. Que sofre, que ama, que erra, que acerta, que julga, que é julgado, que merece ser respeitado. Como eu e você. Como ser humano, devíamos todos ser tratados da mesma forma. Essa é a única definição que você devia dar a alguém. É um ser humano. Assim como você.

Carolina Alves

1994

Mesmo ainda que
Olhássemos noite afora
Nunca mais brilhante
Iríamos achá-la
Que comparássemos a ti todas estrelas
Unidas por constelações
E talvez soubessem o quanto devem admirá-la

Carolina Alves

Feliz aniversário pra uma das minhas pessoas favoritas no mundo!!! <3

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Sobre produtos com prazo de validade: não é aconselhável fazer estoque.

É tão bom conhecer alguém, fazer um amigo, manter um amigo. Eu acho estranho, a não ser que algo sério e definitivo tenha acontecido, quando ouço alguém dizer (eu também, de vez em quando) “Fulano? A gente era amigo!”. Que coisa mais esquisita de ser dita. Salvo as exceções, acho que essa frase não pode ser dita sobre amigos de verdade. Não digo colegas, conhecidos, pessoas aleatórias, mas amigos. Por mais que vocês tenham sido próximos no passado e hoje em dia se falem esporadicamente, você não deixa de ser amigo de alguém, amigo não tem prazo de validade. Talvez ele não esteja mais tão atualizado sobre a sua vida, rotina, gostos… O carinho continua ali, um amigo está sempre pronto pra aparecer no minuto que você precisar, assim que você chamar (às vezes você nem chama, eles simplesmente sentem). Você não precisa, e às vezes é impossível!, ficar em contato com todos os seus amigos diariamente, é implícito nesse sentimento que a distância pode sim afetar algumas prioridades, mas nunca mudar a essência do que representa. Ter um amigo é a melhor coisa do mundo! Amigo, aquele que fica feliz com as suas conquistas, torce pelo seu sucesso, sonha o seu sonho com você, cuida de você mesmo de longe… Disso a gente não abre mão, isso preço nenhum compra. Hoje um amigo meu de muito tempo veio falar comigo, perguntar sobre como estava a vida, nós mal mantemos contato durante anos, e mesmo assim ele se preocupou em saber de mim, gastar uns minutos da sua agenda apertada pra colocar a conversa em dia, isso é tão bonito! Dá uma sensação tão boa, saber que você lembra e é lembrado com carinho por alguém especial. Fico feliz. E você? Tem um amigo antigo ou recente com quem não mantém muito contato? Já pensou em dar um sinal de vida hoje? Pequenas atitudes tem um peso gigante quando se trata de cultivar e manter sentimentos. <3

Carolina Alves

Vídeo

Talvez vocês já tenham escutado a música nova da Taylor Swift e assistido ao clipe original. Mas que tal essa versão? Hahaha achei super divertido!

Pensamentos aleatórios sobre nada relevante.

Tão lindo quando você tem mil coisas pra fazer e ainda sim só o que você faz é ficar deitada olhando pro teto. Tão interessante quando uma coisa que parecia uma ótima ideia uma hora soa deprimente agora. Maldito impulso que me leva a pensar numa coisa, ficar obcecada com a ideia, conseguir a tal coisa, e, graças a minha total falta de habilidade/planejamento/vontade depois que não é mais novidade, não saber o que fazer com ela! Arghhhh. Só queria registrar, querido violão, que nem que demore dez anos até que eu pegue você novamente, você não vai escapar do seu destino: aprender a ser usado pro seu propósito pela minha pessoa. Enquanto isso eu vou enrolando com você, mal sabendo uma nota, e meus trabalhos pra fazer e textos pra estudar vão ficando lá paradinhos, esperando pra rir da minha cara quando eu correr no último minuto pra tomar vergonha na cara e começar… Eu queria ser um alguém organizado. Gostaria de não ser preguiçosa/enrolada… Se eu pudesse tudo o que eu quisesse…

Esse é só um relato inútil de como meu tempo é mal aproveitado e minha persistência é aparentemente inexistente. Só uma necessidade aleatória de registrar meu descontentamento, mas não é um pensamento motivador/inspirado/poético nem mesmo proveitoso. Só está aí.

Carolina Alves