Boa Sorte

Olá pessoas! Aqui uma opinião muito pessoal sobre o cenário de filmes brasileiros: investem em muitas comédias… Que talvez atinjam um grande público… Mas ainda acho a maioria estranha e caricata. Enfim, só um desabafo. (Em todo caso, não só de comédias vive o cinema brasileiro. Eu devo dizer que eu conheço 5% dos filmes nacionais (recentes ou que são aqueles filmes que marcaram época) e olhe lá. Posso colocar a culpa na invasão e valorização do cinema estrangeiro (principalmente o norte-americano) e no pouco investimento (e pouco caso) com o nacional? Sim, mas não vou)

Voltando ao meu ponto: existem filmes de qualidade no cinema brasileiro, existem bons atores e diretores e talvez até boas histórias. Talvez, com o interesse de pessoas desse ramo no país, o cinema nacional cresça e tenha tanta visibilidade e importância quanto as novelas. Enquanto caminhamos pra isso (claro, nada muito contra comédias doidas… Mas viva a diversidade, né?), uma sugestão: Boa Sorte.

Eu ainda não tive como ver esse filme (obrigada cinemas do outro lado da ponte), mas nem que eu tenha que esperar sair em DVD… Escolheram um tema tão importante, e a história (como uma romântica incurável) do amor do filme parece tão bonita. Sem contar que a Deborah Secco é ótima atriz. Assistam se puderem, e vamos torcer pela expansão e retomada ainda maior do cinema nacional (com todos os gêneros). Sem mais delongas, a sinopse:

O adolescente João (João Pedro Zappa) tem uma série de problemas comportamentais: ele é ignorado pelos pais e se torna agressivo com os amigos de escola. Quando é diagnosticado com depressão, seus familiares decidem interná-lo em uma clínica psiquiátrica. No local, ele conhece Judite (Deborah Secco), paciente HIV positivo e dependente química, em fase terminal. Apesar do ambiente hostil, os dois se apaixonam e iniciam um romance. Mas Judite tem medo que a sua morte abale a saúde de João.

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Carolina Alves

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O dia que eu descobri um disco arranhado, e a estranha insistência em manter algo que não pode ser tocado

… Foi-se. Não houve despedida. Existe algo implícito e vicioso entre personalidades distintas; ou se amam, ou vivem em eterna rixa.

? E ficou no ar ainda, indagação não esclarecida. Mas que se pense o que se há de pensar em situações modelos com clichês perambulantes, não fosse a certeza do fim, o que seria

! Aborrecida, algum alguém do sexo feminino, pôs para fora da janela a cabeça de tal modo como fazem os cachorros. Não abriria a boca, não, esse já não era mais o tempo. Sua nova palavra era economia, entretanto o dicionário não fornecia melhor definição que o mercado

, continuo a achar uma ideia absurda; digo e repito: não se desafia o destino com dados. Coloque-me na minha cama, por favor. Ainda que não possa cozinhar, traga algo que não seja industrializado…

: seu nome. De forma que todos soubessem naquela vida, que não existe sentido em nomear algo até a própria coisa explodir em significado. Você pode existir, mas seu nome não é nome pro meu gato.

. Perdido não necessariamente significa nunca ser encontrado. Se não fizer sentido, um dia pode ainda ser salvo, ainda que o definitivo seja o maior mito já contado.

Carolina Alves

Sentidos

! Sem tido nunca te
Conhecido
Senti
Sabia que via
Sonhava
Com abrigo
Sereno dia
Seis mil flores no caminho
Colidimos…

Carolina Alves

Dreamgirls

Eu já disse algumas vezes (ou foi só uma num post com vários? Enfim…) o quanto eu amo musicais e eu não acreditei que eu demorei mil anos pra assistir esse! Totalmente por acaso ele me apareceu, quando eu não tinha mais nada pra fazer. Eu sabia que a Beyoncé fez alguns trabalhos como atriz (eu realmente não boto muita esperança quando essas pessoas de outras partes do meio artístico se arriscam como atores, às vezes eu pago a minha língua), mas nunca tinha visto. Me surpreendi positivamente.

Tirando essa parte, esse filme é tudo o que eu espero e admiro num musical. Gente que sabe cantar, drama, uma boa história, bons atores e músicas boas! Sério, eu sempre adoto as músicas desses filmes… Meus personagens favoritos são a Effie (Jennifer Hudson) e o James (Eddie Murphy), mas a minha música favorita, cantada pela personagem da Beyoncé, é Listen. Sempre me dá arrepios.

Enfim, indico totalmente esse filme, tem uma história interessante além da história principal focada nas Dreamettes (como por exemplo o contexto histórico, onde na época era difícil um artista negro ganhar destaque por mais talentoso que fosse, e quando suas musicas faziam sucesso eram regravadas por artistas brancos ficando mais famosas e reconhecidas nessas versões) e personagens com os quais você acaba se importando e torcendo. Como não sou boa em fazer resumos (muito menos análises de críticas especializadas haha) sem dizer o filme todo, aqui vai a sinopse:

Detroit, década de 60. Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx) é um vendedor de carros, que sonha em deixar seu nome marcado no mundo da música. Ele deseja abrir sua própria gravadora, mas ainda não tem o formato e o produto certo para vender ao público. Curtis encontra o que procura ao conhecer o grupo The Dreamettes, formado pelas cantoras Deena Jones (Beyoncé Knowles), Lorrell Robinson (Anika Noni Rose) e Effie White (Jennifer Hudson). Elas se apresentam em um show de talentos local, usando perucas baratas e vestidos feitos em casa. Suas vidas mudam quando Curtis, já seu agente, consegue que elas façam o backup do show de James “Thunder” Early (Eddie Murphy), o pioneiro de um novo som em Detroit. Posteriormente o grupo alça vôo solo, mudando de nome para The Dreams. Porém Curtis sabe que para alcançar o sucesso o grupo precisará apostar na beleza provocante e tímida de Deena, mesmo que tenha que deixar de lado a voz potente de Effie.

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Carolina Alves

Diversas vezes não

Eu abri meus olhos embaçados
Incapazes de medir o estrago
Já que não se pode distinguir
Nada na escuridão

Fiquei esperando pelo primeiro raio
De sol(idão)
E meus olhos passavam por aquela fase
De transição
Mas me faltava coragem
De encostar o pé no chão

E todos os meus músculos contraídos
Ao menor sinal de perigo
Dançaram na contra-mão
Quando descobriram guardado
À distância de dois passos
Meu apetite por destruição

Foi divertido
Assistir minha transformação
E quando eu finalmente deixei meu casulo
Você deu o impulso pra que o céu
Fosse o limite, mas pareceu não gostar
Quando eu voei mais alto do que a sua permissão
E em questão de dias você rasgou minhas asas
Dizendo ser mais seguro o chão
E eu fui obrigada a abandonar
As nuvens de algodão

Acompanhada sempre da sua sombra
E eu nunca tinha ouvido nada
Mais barulhento do que aquele silêncio
Até eu decidir abrir minha boca
E deixar sair tudo o que eu estava guardando dentro
Sem pedir autorização
Recorrendo ao clichê da humanidade
Razão ou emoção

Meu semblante relaxado aparenta
Agora
A minha distração
Olhei duas vezes pro lado antes
De ter certeza da sua aparição
Não sem antes meus olhos
Se sentirem tentados
Por uma interrogação

Mas ao final desse momento
Nós dois não compartilhávamos
Da mesma intenção

Carolina Alves

Sobre um garoto que eu conhecia

Para passar o tempo 18

Perdida — um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Carina Rissi

“Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos… “Perdida” é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página”

Bom, eu devo dizer o livro me chamou atenção pela capa. Segundo que pensei muitas coisas, tipo que fosse um livro estrangeiro, ou que seria uma história super boba de viagens no tempo (de certa forma, tem algumas coisas bobas sim), e que talvez não valesse a pena, até porque não faz meu estilo. Mas no geral, gostei muito. Achei cativante, divertido e surpreendente em algumas partes. Enfim, livro foi além das minhas expectativas.

A história já está para virar filme (as previsões são já para 2015, mas notícias data do início das filmagens ou do elenco), com a própria escritora como roteirista e com adaptação do cineasta Luca Amberg. A autora já lançou um segundo livro (Encontrada — a espera do felizes para sempre), igualmente interessante – apesar de a primeira capa ser mais bonita -, e está conquistando cada vez mais fãs, com seu primeiro livro sendo sucesso até na Alemanha.

Ps.: sem sinopse de Encontrada porque tem spoiler! haha