No vacancy

Considerado um dos melhores filmes do diretor Alfred Hitchcock, Psicose arrecadou mais de 50 milhões de dólares (algumas fontes dizem 60, outras 50, e mais outras 40 milhões) nas bilheterias, mesmo sendo produzido com um orçamento de apenas 800 mil dólares. Além disso, livro homônimo de Robert Bloch, que por sua vez é baseado na vida de Ed Gein, deu origem ao filme. Hitchcock achou a história tão boa que foi capaz de comprar os direitos autorais e todas as 3 mil edições do livro para que ninguém tivesse acesso ao final da trama, usando o elemento surpresa a seu favor.

Mary/Marion Crane (Janet Leigh) é uma secretária que decide mudar de vida em uma sexta-feira e vê uma oportunidade, roubando 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha. Enquanto está fugindo, uma tempestade começa a cair e ela se hospeda no Bates Motel. Lá, Mary é recebida por Norman Bates (Anthony Perkins), que se mostra um homem simpático e tímido, porém, fortemente influenciado pela mãe. Após uma conversa com Norman (o que irrita a sua Sra. Bates), a moça se arrepende e decide voltar no dia seguinte para poder consertar o erro que considera ter cometido. Mas isso não é possível, pois ela é assassinada (aquela cena clássica, em que durante o banho, alguém segurando uma faca a esfaqueia até a morte). Tendo a mocinha do filme morrido durante os primeiros 30 minutos do longa, o que esperar?

A atuação de Perkins se supera a cada cena, e o clima de suspense criado por Hitchcock, mais a trilha sonora genial de Bernard Herrmann é para deixar os menos extasiado dos expectadores perplexos. Muito bom!

Mesmo eu não sendo muito fã de filmes antigos, adorei o fato de Psicose ter sido filmado em preto e branco. E foi por opção do diretor, para que não parecesse muito “ensanguentado”. Uma pena não ter ganho o Oscar de melhor diretor, e Anthony Perkins nem ser indicado…

Eu já tinha vontade de assistir a esse filme há muito tempo, mas depois da minha prima Rhayane (que tem ótimo gosto para séries) me indicar Bates Motel (obviamente baseada obra cinematográfica) eu decidi que precisava ver. E não deu outra. Assisti ao filme no começo da semana, e no mesmo dia segui para a série. Pessoalmente, não tenho críticas negativas, apenas indicações!

Bates Motel já conta a história bem antes da chegada de Mary no hotel, quando Norman (Freddie Highmore) ainda era um adolescente de 17 anos. Após a morte de seu pai, sua mãe, Norma Bates (Vera Farmiga), e ele se mudam para a pequena cidade de White Pine Bay na intenção de recomeçar. Assumindo o antes chamado de Seafairer Motel, mãe e filho presenciam mais fatos estranhos do que esperavam, frustrando suas expectativas de um bom recomeço (apesar dos próprios não serem tão convencionais como uma familia).

A série retrata o desenvolvimento de Norman e sua relação com a sua mãe, o que dá uma boa base para o filme. Achei os atores ótimos, e os outros personagens, principais e secundários, são essenciais para a construção da personalidade posterior de Norman. Já terminei a primeira temporada, estou louca para assistir a 2ª e ansiosa para a estreia da 3ª, já confirmada pela A&E (aqui no Brasil, a exibição ocorre no canal Universal. A primeira temporada está disponível na Netflix).

Não assistiu ainda? Para quem é fã de um bom suspense e séries dramáticas, são excelentes recomendações!

Existe um limite, ou somos todos aspirantes a derreter nossas asas por voar perto do sol?

Hoje eu assisti ao filme Foxcatcher (que eu indico, é um filme muito bom, mas um pouco arrastado, então, paciência), que além de adaptar uma história verídica, promove algumas reflexões mais profundas sobre alguns temas, tais como: a obsessão americana pela vitória, o ego que ser o melhor te propõe, o esporte como meio de obter reconhecimento e respeito, e a que eu quero ressaltar nesse texto: qual o preço você está disposto a pagar para se tornar o melhor? E isso ficou na minha cabeça…

No filme, Mark, um lutador (medalhista de ouro) com potencial e uma certa ingenuidade, é seduzido pela ideia da ampliação das condições que podem levar ele a conquistar o campeonato mundial, uma medalha de ouro, as olimpíadas. Ele aceita ser patrocinado por um cara rico, e com algum problema psicológico (eu acho que ele era desesperado pela aprovação da mãe, ao mesmo tempo que queria ser querido por todos (mesmo que fosse só pelo dinheiro) já que não era amado o suficiente, e tinha essa necessidade de ser idolatrado), mesmo percebendo não concordar com algumas coisas ou mesmo que isso não faça muito bem a ele. No entanto, ele continua ali porque o objetivo dele é mais importante, ele quer vencer, quer ser o melhor.

John Du Point, o cara que é apaixonado por esse esporte e quis o Mark em sua equipe, tem uma personalidade estranha, e aos poucos isso afeta o Mark. O homem quer ser o melhor de todos, com o motivo de trazer de volta a esperança para a América, de dar a eles um modelo, um herói. Ele quer ser idolatrado. E não é o que todos queremos? Provavelmente não tanto quanto ele queria, mas de algum modo, por alguma pessoa, não é isso?

O Dave, irmão de Mark, que também é um lutador de sucesso, é convocado para treinar a equipe do John no início do filme, mas ele rejeita, porque segundo o irmão “Dave não pode ser comprado”. No meio do filme ele aceita, mais pelo sonho de ter condições de realizar um ótimo trabalho em maior escala, e também pelo irmão, a quem ele ajuda a se manter no caminho certo. Só que Dave nunca se rendeu ao ego de John, o que acabou sendo um problema pra ele no final. E por não ter conseguido o que queria, John acaba fazendo uma besteira.

Agora adaptando o contexto do filme, todos nós somos um pouco como o Mark quando se trata de nossos sonhos e ambições. Nós corremos atrás deles, o queremos, acreditamos, mas somos um pouco ingênuos quanto ao que estamos dispostos a sacrificar, no início, para alcança-los. Então a questão é: nós acabaríamos como o Dave, que se manteve incorruptível, fiel a si mesmo, e com um limite? – o dele foi ser incapaz de dizer que John du Point era seu mentor, sua inspiração.

Seríamos como o Mark, que foi atrás do seu objetivo, entrou num caminho perigoso, mas percebeu e conseguiu, com a ajuda do irmão, voltar aos eixos?

Ou seríamos como John, e não interessariam limites, ou medidas que ele precise tomar, desde que ele saia o vencedor?

A resposta para isso só seria conhecida quando estivéssemos em uma situação que nos exigisse ela. Porque por mais que a gente ache que se conhece, sempre estamos sujeitos a surpresas. Mas qual seria o preço que estaríamos dispostos a pagar?

Carolina Alves

TAG: 7 coisas

Oi pessoal!

A Jéssica Lim, do blog Mais Café, marcou a gente numa tag, e mesmo não tendo esse costume, achamos que seria legal participar. Então aqui vai:

7 coisas para fazer antes de morrer

Carolina                                                         Isabella

 Publicar meus livros                                      Pular de para-quedas

 Ir para a Alemanha                                        Fazer um mochilão pela Europa

 Adotar uma criança                                       Ir para a Disney

 Escrever um musical                                     Viajar para Nova Iorque

 Aprender 7 línguas                                        Conhecer lugares exóticos

 Terminar a faculdade                                    Mergulhar nas águas do Caribe

 Aprender a andar a cavalo                            Ter filhos

7 coisas que eu mais falo

To com fome                                                  Gente

To com sono                                                  Poxa

Argh                                                               Ok

Inferno                                                           Não sei

Quero comer tal coisa                                   Tipo

Irmã                                                               Oh céus, oh vida

 Oi                                                                  Inferno

7 coisas que faço bem

Comer                                                            Pudim

Cozinhar                                                        Sanduíches

Escrever                                                        Ouvir as pessoas

Bordar                                                           Ignorar as pessoas

Dormir                                                           Desenhar

Cortar cabelo                                                Escrever

Ler                                                                Me atrasar

7 coisas que me encantam

Gente legal                                                   Ver o sol nascer

Meu gato                                                      Ver o sol se pôr

Livros                                                           Observar a praia

Chuva                                                          Filhotes

Céu                                                              Dias frios e ensolarados

Sobrancelhas                                               Boa comida

Algodão doce                                               Bons filmes

7 coisas que eu não gosto

Filmes de terror                                            Machismo

Macarrão                                                      Suor

Calor                                                             Despedidas

Suor                                                              Que mexam nas minhas coisas

Salto alto                                                       Melação (coisas/pessoas)

Biscoito integral salgado                               Gente dramática

 Arroz integral                                                De me sentir excluída

7 coisas que eu amo

 Musicais                                                       Minha família

Panetone                                                       Meus amigos (RIA!)

Andar descalça                                              Meu namorado (Gui <3)

Frio                                                                 Luna (cadela perturbada)

Conversar                                                       Livros

Tranças                                                           Minha cama

Andar a pé quando                                         Música
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Eu corria.

Corria porque estava sozinha, corria por não querer estar no mesmo lugar, corria por não conseguir parar, esperando que houvesse, em algum lugar, algo a se alcançar. Todos estavam correndo ao meu redor, mas nós nunca tropeçávamos uns nos outros. Reparávamos que existiam outros de nós, mas apenas por tempo suficiente para que não se tornasse inconveniente uma interação indesejada. Porque nós estamos todos sozinhos, correndo, esperando encontrar compreensão, aceitação, acolhimento, em outro ser da nossa própria espécie. Mas não estamos dispostos a parar nossa corrida para dar essas mesmas coisas a quem vier pedindo. Continuamos correndo porque em nossa seletividade egoísta, nenhum de nós terá o que está  pedindo. Queremos receber, sem a reciprocidade de retribuir. Mas continuamos correndo, porque precisamos nos iludir, é assim que conseguimos fôlego para continuar. Entretanto, às vezes tropeçamos. É como diz aquele poema: “no meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho“, E quando isso acontece, você entende que andar pode ser melhor do que correr.

Carolina Alves

Atualização rápida

Oi pessoal!

Como vocês devem estar percebendo, a gente resolveu mudar a cara do blog mais uma vez, hahaha! Agora além da aparência, adicionamos as páginas Sobre o blog e Contato, pra vocês saberem um pouco mais da gente e ficar mais fácil de entrar em contato, caso vocês queiram, já que o e-mail do blog estava disponível apenas na página do Facebook  (você já segue a gente por lá? ;) )

É só isso mesmo, hahaha, até os próximos posts!

Carolina e Isabella.

Filme: Whiplash

Eu sei que são dois posts seguidos com indicações de filmes, mas eu não podia esperar mais um segundo pra compartilhar o que eu achei sobre esse filme com vocês!

Eu vou usar as linhas seguintes pra descrever minha reação de forma completamente informal, ok? AHHHHHHHHHHHH!!! MEU DEUS!!! ESSA COISA É INSANA!!! SÉRIO, O QUE É AQUELA CENA FINAL???

Ok, eu me recompus. AHAHAHA

Agora sério. Quando eu vi que o protagonista era aquele menino que faz um cara malvado em Divergente, eu já comecei com um preconceito, eu admito, porque eu não dava nada por ele. Mas eu paguei minha língua, porque ele é sensacional. É uma performance de explodir mentes. Toda vez que ele estava nas aulas com aquele professor obstinado, gente, o que era JK Simmons como Terence Fletcher? Todas as vezes que ele parecia um maníaco, e tinha uma reação explosiva, aquilo podia ter saído tão forçado, mas foi tão certo, foi, argh, você sentia o que o Andrew sentia!

imagem: reprodução/google

imagem: reprodução/google

Sério, esse filme foi a coisa mais incrível que eu assisti em séculos, é totalmente magnífico. E volto a dizer, o que foi aquela cena final? Eu não conseguia tirar meus olhos da tela! Sem mais delongas, sinopse:

O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seu relacionamento com sua namorada e sua saúde física e mental.

Assistam!

(Eu achei esse vídeo da cena final, a legenda não é em português (mas ninguém fala muito, então não tem problema se você não entender))

Carolina Alves

Filme: A Teoria de Tudo

Enquanto eu assistia a cerimônia do Oscar pela televisão, eu realmente pensei: nossa, estou fazendo isso a toa, porque eu não vi nenhum dos filmes! Não tinha nem como torcer.

Mesmo não tendo assistido, dois filmes me chamavam muito a atenção pelo tema, então eu meio que tinha uma simpatia a mais por eles. Ano passado quando lançaram Boyhood eu estava morrendo pra assistir, mas não estreou em nenhum cinema aqui onde eu moro. E Whiplash eu só descobri durante a cerimônia mesmo, mas deu muita vontade de assistir.

Voltando ao foco, quando o Eddie Redmayne ganhou como melhor ator por “A Teoria de Tudo”, eu resolvi conferir se foi merecido.

Eu gostei do filme. Achei interessante, não é arrastado… Mas eu não sei, alguma coisa ainda faltou pra mim. De qualquer forma, a história – parte dela – do Hawking foi bem adaptada pro cinema, achei que foi uma coisa digna.

O problema desses filmes é que eles me fazem chorar muito, haha. Enquanto o progresso da doença dele era mostrado, ia ficando cada vez mais difícil de assistir, porque eu tenho muitos problemas com coisas tristes, mexem com meu psicológico de uma forma bem intensa. Mas eu admiro muito a história do Stephen, tanto pelo trabalho quanto pela garra de viver.

O Eddie fez um trabalho muito legal, acho que a expressão corporal dele, a fala, o compromisso com a personalidade do homem que ele estava representando, acho que ficou tudo muito crível. Não sou nenhuma crítica de cinema, e nem tenho a pretensão de fingir entender alguma coisa sobre isso, mas como espectadora, me passou uma verdade.

Li muitos comentários dizendo que o Michael Keaton merecia o Oscar por Birdman (que pretendo assistir pra comparar, hahahaha), mas eu acredito que mesmo se ele tiver uma atuação superior, não foi uma injustiça o Eddie ter ganho, porque ele também realizou um trabalho espetacular.

Enfim, recomendo o filme pra quem ainda não assistiu. E se você assistiu, me conta o que achou! ;)

Sinopse: Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.

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Carolina Alves