Agridoce

O primeiro toque a despertar
Como se pela primeira vez o sol
Se pusesse a brilhar
Como se o mundo fosse feito de certezas
E não houvesse melhor lugar
A partida estava dada
Mas a linha de chegada nunca fora posta
Onde pudesse se avistar
Mas e se
Somente se
No reencontro de duas almas perdidas
No infinito de um olhar solitário
Deixado por um vazio impenetrável
Fosse capaz de restaurar,
Apesar de nada ter sido quebrado,
As coisas que se perderam pelo ar
Na imensidão de um universo feito de acasos
Na incerteza de jamais retornar
Agora brilham nos meus olhos escuros
Como a noite
Grandes, inchados, como a lua
Dois oceanos de profunda tristeza
Pela verdade que me assola
E por um momento
Minhas mãos fraquejam
Pois tirado o apoio
Vagueio
Rodopiando em espiral enquanto sinto
Não haver nada concreto a que possa
Me agarrar
Aos poucos tudo que estava seguro
Sai
Numa diálise de sentimentos
Que me permite respirar
E como um animal recém-nascido
Tímida, mas convictamente
Eu retorno a levantar
Em busca do equilíbrio necessário
Para continuar
E apesar de ter passado
Da histeria ao catatônico
Eventualmente a racionalidade me achará
E talvez ao sair do meio da tempestade
Seja mais fácil de aceitar
Que mesmo se para sempre
Com uma parte que falta
A vida não pode parar
Não existe força que apague o que se sente
Mesmo que não se possa tocar
Permanece intacto através do tempo
Impassível de mudança
E por mais arranhado que esteja
Nunca vai existir nada
Que um dia eu seja capaz de negar

Carolina Alves

Agora Brasileiros podem entrar em mais de 60 países sem visto.

E as viagens? ♥

Olhar de Turista ✈🌐

Foto: internet Foto: internet

Estamos com boas notícias!
Segundo a matéria do site http://www.portaladministradores.com.br, o site de Viagens http://www.Mundi.com.br fez um levantamento dos países que os brasileiros não precisam de visto. O Brasil e a Geórgia realizaram no último dia 11 de março um acordo bilateral para liberar a entrada de turistas de ambos os países sem a necessidade do visto, permissão legal de entrada em qualquer local estrangeiro. “Porém, fica as suas burocracias referente a permanência do turista. Isso varia de país para país. Agora sem burocracia ( exceto:nos países do Mercosul, onde os brasileiros podem entrar somente com a carteira de identidade).

A não exigência de visto também não significa burocracia zero. Alguns países podem exigir a apresentação de certas garantias, como confirmação de hospedagem, passagem de volta e comprovante de que possui dinheiro suficiente para se sustentar no país durante a permanência.
Lembre-se também de que a não exigência…

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Branco

Não tem nada pior do que uma folha em branco, quando ela cisma em permanecer desse jeito.

Ultimamente nada que acontece na minha vida me inspira o suficiente pra me dar a vontade de escrever sobre, ou mesmo terminar de escrever o que eu já tinha começado, ou mesmo dar início a projetos que estão presos na minha cabeça. É uma droga. Então eu simplesmente fico alternando entre estar “ok” assistindo alguma aula na faculdade, ou querendo morrer de tédio por causa de todas as outras aulas insuportáveis, ou então eu fico olhando pro teto e imaginando meu futuro como uma louca dos gatos porque eu simplesmente não tenho vontade de fazer nada além de ficar sentada no sofá.

Aí num primeiro momento eu coloco a culpa nas pessoas que eu conheço, ou pelo menos os que são amigos, mas depois de um tempo de negação eu simplesmente aceito que o problema é comigo. Eu estou totalmente indiferente a qualquer coisa que apareça na minha frente, não que eu sinta muita falta de ser uma montanha russa emocional, mas ficar entediada todos os minutos de todos os dias é simplesmente um TÉDIO.

Enfim, provavelmente o blog vai ficar acompanhando esse estado de espírito onde nada acontece, porque eu realmente não tenho uma inspiração pra postar nada. A não ser que amanhã eu tropece no meio da rua ao mesmo tempo que venta inspiradoramente na minha cara e algo subitamente mude, e eu saia desse estado insuportável. Aí tudo volta ao normal, incluindo posts… Mas enquanto isso não acontece, eu não sei.

É isso.

Carolina

Música

Olá!

Então, entre mil vídeos relacionados no YouTube enquanto eu escutava músicas aleatórias, eu acabei esbarrando nesse cara, James Bay, e eu achei ele muito bom! Eu não consigo parar de escutar. Então caso você ainda não conheça, estou aqui pra compartilhar as músicas dele :)

Ele apareceu em 2013, e talvez eu esteja desatualizada por não escutar o rádio, mas eu nunca tinha ouvido as músicas dele. De qualquer forma, se ele não for muito famoso ainda, eu aposto que não vai demorar muito. Talento é o que não falta. Sem mais delongas:

Carolina Alves

2009-2015: Final

Fim.

É tão estranho, eu lembro de ter conhecido Glee em 2010 quando passava na Globo, e eu lembro que era sábado de manhã e eu tinha aula na escola, então eu saia torcendo pra chegar em casa e assistir o episódio a tempo. E eu me lembro de achar a Rachel a pessoa mais estranha que eu já tinha visto, embora eu me identificasse com a parte de falar absurdamente rápido e parecer meio louca às vezes, hahaha. Eu lembro de torcer pra ela e o Finn, mas quando o Jesse apareceu eu secretamente esperava que eles ficassem juntos ao invés dos dois.

Eu sempre fui obcecada com musicais, é um gosto pessoal, mas eu me lembro de ter ficado realmente curiosa por musicais antigos da Broadway por causa de Glee, das músicas de musicais que eles faziam covers. Eu me lembro de sofrer junto com o Kurt toda vez que ele era atacado, de torcer por ele e pelo Blaine, de querer que a Santana finalmente se permitisse ser ela, de ficar revoltada pelo Ryan Murphy ter estragado a Quinn, de ter odiado a 4ª e a 5ª temporada com todas as minhas forças, mas ter sido otimista e valeu a pena, porque a última foi incrível.

Eu me lembro de amar e odiar a Sue ao mesmo tempo, de admirar a perseverança do Will com o clube, de ver o debate que a série levantava sobre questões importantes, de acreditar que tudo pode acontecer. Eu me lembro de ficar triste quando o Cory morreu, mas feliz pelo programa nunca ter se esquecido dele.

Ontem foi ao ar o último episódio de Glee, num especial de duas horas, e assistindo a eles eu realmente chorei por ver tudo o que a série representa e todos os personagens que eu gosto tanto, se despedindo. Apesar de ter algumas temporadas questionáveis, a mensagem geral da série sempre estará por aí. Então é isso. Fim.

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(Se você não gosta da série só ignore esse post, eu precisava desabafar sobre o fim de uma coisa importante pra mim =) )

Carolina Alves

Para passar o tempo 24

Oi pessoal!

Então, eu já disse aqui no blog que não sou muito fã dos livros do John Green, nada pessoal. Mas só que o livro Cidades de Papel ganhou uma adaptação cinematográfica, que estreia em julho desse ano, e eu achei o trailer interessante, então resolvi ler o livro.

Achei a história legal, meio mirabolante, mas crível. Só que pra mim a Margo é uma versão mais rebelde da Alasca… Tirando isso, não tem mais muita coisa que me incomode no livro. Achei que tem um ritmo bom, e o Quentin é um protagonista legal, que tem amigos mais legais ainda. Pra mim a única coisa mais ou menos foi o final, mas é um livro leve e rápido pra ler, realmente perfeito para passar o tempo.

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Sem mais delongas, sinopse e trailer do filme:

Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

E aí, animados com o filme? Se vocês já leram o livro contem pra gente o que acharam! E deixem sugestões de livros legais pra gente conhecer ;)

Carolina Alves

M.D.H. Keane

Hoje assisti, finalmente, ao filme Big Eyes (que estreou esse ano), dirigido por Tim Burton, estrelado por Amy Adams e Christopher Waltz.

(CUIDADO, SPOILERS!)

O filme conta a história da artista Margaret Keane, famosa por pintar os quadros conhecidos como Big Eyes (Grandes Olhos), mas que durante os anos em que era casada com Walter Keane − um ótimo vendedor, nada de pintor −, não era creditada por suas obras, que chegaram a ser bem famosas e rentáveis nos anos 50/60. Para provar que era a verdadeira autora, ela pintou uma tela a óleo diante de um juiz federal em um tribunal. Já seu ex-marido, que foi convidado a fazer a mesma coisa, desculpou-se por estar, supostamente, com dor no ombro. Evidentemente, ela ganhou a causa e continuou pintando seus “grandes olhos” (até os dias de hoje!).

Sobre o filme, claro que eu gostei. Vale a pena conhecer a história dessa mulher que, depois de se sentir oprimida e obrigada a se submeter aos feitos do seu marido, resolveu se libertar e entrar na justiça para reivindicar os direitos sobre suas obras. É interessante como é exposto as inseguranças de Margaret, o que a levou mentir pelo seu marido, e a sua relação com as suas obras. Mas, porém, entretanto, gostaria que tudo fosse retratado mais profundamente. Com uma história tão boa, por que não uma produção igualmente boa?  A direção de Tim Burton não foi como eu esperava, já que ele faz mais o tipo sombrio (só quando a Margaret está no mercado e começa a ver as pessoas com olhos grandes, e começa a música “Big Eyes” da Lana Del Rey, que é meio bizarro, haha ). Achei o filme até bem levinho. E superficial.  Mas não deixa de ser relevante…

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