Interrogações só cedem espaço para novas interrogações

O que eu quero?

Ah… O que será que quero… Que espero… Nesse desejo singelo de me encontrar? Ah… Imagine você a alegria, tamanha deve ser a euforia de saber o que procurar. Em noites como essa eu me pergunto, repetidamente, como um disco arranhado – tão incômodo quanto o choro ignorado –, se algum dia dentro de mim haverá lugar para a certeza.

Mas eu sei que quero o mundo, com a pressa de quem tem medo que o tempo não dure. Quero cada sensação nova, conhecer gente de porta em porta, ouvir o canto de quem não sabe – mas adora – cantar. Quero o rosto em brasas e os pulmões de tanto uso, prestes a estourar. Quero correr as distâncias, maiores que a capacidade humana, atender a urgência do chamado de todo lugar que precisa ser descoberto por meus olhos, vivido na minha presença, celebrado ao me recepcionar.

Nesse meu querer faminto, me encontro de volta ao meu quarto, onde agora no escuro tudo parece se fazer enxergar. É que querer está bem longe de ser sinônimo de realizar. Se existe a vontade, dez vezes mais forte existe o medo. E não por vaidade, mas excesso de zelo, eis que me encontro onde é seguro me mostrar. Mas que nome e forma têm a âncora que me prende e me impede de arriscar, entre mares revoltos ou oceanos adormecidos, a descoberta de um novo lugar para estar?

Esse se faz meu eterno círculo, infinito da incerteza do que quero, do que posso, restando apenas sonhar. Pois se tomo a decisão, dois segundos depois já parece melhor permanecer no lugar. Mas então, Éolo, onde está a ventania que muda tudo e traz um novo olhar? Às vezes somente o caos tem um toque familiar.

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Carolina Alves

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Tirinhas

Quem não gosta de tirinhas? Sério, alguém não gosta?
Então, eu adoooro, e teve uma época que eu era muito viciada. Não tinha nada pra fazer e eu ficava visitando sites de tirinhas. Quando não eram esses clássicos, como Calvin e Haroldo, Garfield, Mafalda ♥♥♥, eu acompanhava quatro sites lindos, que até já devo ter publicado aqui no blog algumas ilustrações.


Um Sábado Qualquer

É o primeiro da lista porque foi o primeiro que eu conheci. Eu me interessei muito e lembro de ter ficado um dia todo lendo todas as tirinhas já publicadas (na época não era um site tão grande!). O autor é Carlos Ruas, e seus desenhos abordam temas bíblicos e assuntos cotidianos na visão de personagens como Deus, Adão, Eva e Luciraldo (que são os mais recorrentes). Além deles, já apareceram personalidades como Raul Seixas, Freud, Darwin, Einsten, Nietszche, e também outros Deuses (Zeus, Rá, Odin, etc. Geralmente no Buteco dos Deuses).

Eu simplesmente adoro como questões tanto religiosas quanto cotidianas são tratadas com um certo humor crítico, mas de forma suave. Lembro que no início tinham muitos comentários revoltados e até com ameaças de religiosos mais fanáticos que criticavam muito como Ruas representava Deus (que no caso é caracterizado como um humano, com falhas, sentimentos, provando que fomos criados a Sua imagem e semelhança), mas parece que agora o site já conquistou fãs suficientes de todo tipo de religião, ateus, pessoas que tem senso de humor e que se identificam com algumas situações ilustradas.

Se eu ficar falando muito vou fazer mil elogios, além ficar descrevendo os personagens (que eu adoro) a vida toda. Então vão alguns exemplos:

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Mentirinhas

Do Fábio Coala, o site nasceu em 2010 e cresceu rapidamente. Não possui só tirinhas, também são publicadas as ilustrinhas (ilustrações variadas) e HQs (Histórias em Quadrinhos, mais elaboradas. Destaque para o Monstro, que são histórias mais sentimentais ).

MHDM - Memórias do Homem que Destruiu o Mundo O mundo acabará um dia, e será pelas mãos de um simples homem cheio de traumas de infância.
MHDM – Memórias do Homem que Destruiu o Mundo O mundo acabará um dia, e será pelas mãos de um simples homem cheio de traumas de infância.
Ilustrinha
Ilustrinha
Caco ♥ O macaco inteligente que faz intercâmbio na casa de uma família brasileira.
Caco ♥ O macaco inteligente que faz intercâmbio na casa de uma família brasileira.
Ah, inconveniente Segunda-Feira
Ah, inconveniente Segunda-Feira
O Monstro, responsável pelas tirinhas mais sensíveis... ♥
O Monstro, responsável pelas tirinhas mais sensíveis… ♥

Will Tirando

Do cartunista Will Leite, as tiras quase sempre abordam temas bem populares e com certo poder de despertar alguma reflexão. Algumas das séries fixas:

Estranho Ego – trata-se mais de momentos da vida do próprio autor das ilustrações

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Viva Intensamente – cães retratados como pessoas. Por que não?

Viva Intensamente - cães retratados como pessoas. Por que não?

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Anésia – acho que a personagem mais famosa do Will Tirando. Ela é simplesmente aquela velhinha rabugenta que fala na cara mesmo o que pensa.

Anésia - acho que a personagem mais famosa do Will Tirando. Ela é simplesmente aquela velhinha rabugenta que fala na cara mesmo o que pensa.


Como eu realmente…

Fernanda Nia, publicitária, criou o site em 2011. Foi o último que eu comecei a acompanhar e era incrível como me identificava com quase todas as tirinhas dela! Basicamente, ela é a personagem principal e suas ilustrações são percepções que ela tem do que acontece ao seu redor. Os personagens principais são a Niazinha, Srta Garrinhas, Maria Modinha, Silvio Sem Senso Social, Fani Fangirl e Sargento Fofura.

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E você, o que faz no seu tempo livre na internet, além das redes sociais? O que acham das tirinhas? Comentem :)

Beijinhos, bom sábado pra vocês!

Para passar o tempo 28

Olá!

O livro que vou indicar hoje é Paperboy, que teve uma adaptação cinematográfica recentemente. Ano passado tinha visto esse livro pra comprar online, mas achei caro. Esses dias estava na fila das Lojas Americanas e o vi por R$ 9,90! Achei que era o destino, hahaha.

O engraçado é que mesmo na época que eu quis comprar, não tinha lido a sinopse. A capa que tinha me interessado. Então quando comprei e comecei a ler eu realmente não sabia do que se tratava, e certamente não tinha imaginado que seria como foi. No começo eu estava começando a me arrepender, porque o cara narrava acontecimentos e eu não conseguia prestar muita atenção, achei o começo meio arrastado. Mas depois de umas 30 páginas, ou um pouco mais, você pega o ritmo e a história começa a ficar interessante.

Não costumo ser boa em escrever sobre livros sem dar spoiler, por isso vou deixar apenas a sinopse e uma breve opinião. Gosto do Jack narrando os eventos, e do ponto de vista dele sobre as coisas. É um personagem ok. Seu irmão ,Ward, eu achei bem intrigante, nunca saberia como conviver com uma pessoa tão reservada. o Yardley, colega jornalista do Ward, eu simplesmente queria socar a cara dele sempre que ele aparecia, especialmente no fim. Sobre a Charlote eu não soube direito o que pensar. Ela pareceu alguém bem ingênua, ao mesmo passo que não era, mas era uma personagem legal. De uma forma geral, todos os personagens e os relacionamentos entre eles, foram muito bem construídos. Isso é uma coisa que eu gosto em um livro, às vezes você tem uma história legal, cheia de personagens rasos, e isso compromete muito. Mas Paperboy tem tanto a história, quanto os personagens, numa profundidade incontestável. Acho que é uma boa indicação de livro, especialmente pelo o que acontece com os personagens ao decorrer dele, e para observarmos o que as pessoas são capazes de fazer, e o que as destrói.

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Sinopse: Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.

As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.

Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.

Cinza

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Havia alguma coisa não especificada – mas silenciosamente acordada – sobre todos os finais. Eles traziam um filete de melancolia, um suspiro arrastado, a vagareza de algo que lutava até os últimos segundos para durar. Não era necessariamente uma coisa ruim, dependendo do caso.

Era um dia cinzento, as nuvens cobriam cada pedaço do imenso céu, objeto poético, sem que se fizesse possível um único raio de sol escapar, intensificando as cores daquilo que outrora pudesse tocar.

Ah, o tempo. O clima. As estações. Que audácia pensar, por vaidade ou deboche, que esses componentes da natureza adequavam seu estado ao do indivíduo afetado. Que ironia do destino, o céu ensolarado, os campos florescendo, ouvir o canto dos pássaros, quando se está cabisbaixo o suficiente para notar. Ah não, pensariam, não seria possível. Por isso em contos, histórias e poesias o tempo era retratado como espelho e representação do estado de espírito humano. Quanta esperteza.

Era um dia cinzento. Algo estava em seu final. Por qual motivo então, questionava-se, estaria com um sorriso fugindo dos lábios? Não importava seu estado, seus olhos não viam o oposto de nenhuma das pessoas que passavam indiferentes ao seu redor. O vento batia-lhe o rosto, fazendo a face avermelhada. A poluição causada pelos veículos só trazia mais cinza à paisagem. Não havia nada particularmente bonito para observar.

Mas qual exatamente acabaria por ser a diferença entre começo e fim? Ainda era um mistério, que em tão estranha situação a paz viesse lhe habitar.

Carolina Alves

Orphan Black

Orphan Black é uma série canadense de ficção científica criada por Graeme Manson e John Fawcett. É uma co-produção entre BBC America e a emissora canadense Space. Protagonizada por Tatiana Maslany, a trama estreou em 30 de março de 2013, recebendo comentários positivos da crítica especializada.

Eu comecei a assistir essa série depois de  uma pessoa que eu nem conhecia me indicar. Conversávamos sobre séries legais que já vimos, e ela me falou dessa. Comentei que já tinha visto em destaque no Netflix mas não me interessei (porque vocês não fazem sinopses melhores?). Quando ela me deu um resumo da história, já achei bem mais interessante, sem contar que a mesma atriz interpreta várias personagens e consegue passar que são pessoas diferentes, complexas, profundas, etc. (são clones) Tem noção? Eu fiquei impressionada.

Enfim, assisti a primeira temporada em dois dias (são 10 episódios), e a segunda já começa bem legal! Agora diminuí o ritmo porque não tenho muito tempo de ver, além de ter que procurar online (ou pelo Popcorn Time, quando ele decide funcionar direito). A série é muito boa, gostei muito do elenco, da construção dos personagens, e de todo o enredo. A história te prende, com mistério e questões que vão além dessa coisa sci-fi. Indico muito!

7 motivos para você começar a ver Ophan Black já

É isso, galera. Estou aberta a sugestões de séries/livros/filmes sempre.

Beijinhos. ♥

Para passar o tempo 27

Oi pessoal! O que vocês andam lendo?

Faz tempos que não compro um livro, estou em depressão, haha. Ontem foi um dia de muito tédio e como não queria reler nenhum dos meus, acabei me lembrando de um dos livros que colocamos como opção pro sorteio que teve aqui no blog, A Herdeira, e fui procurar sobre. Acontece de ser uma série de 4 livros (mas pelo final do 4 é óbvio que terão mais), e resolvi dar uma chance.

A Seleção, o primeiro deles, não me surpreendeu muito, foi um livro legal, mas não teve muita emoção. Em A Elite, as coisas ficam um pouco mais agitadas, como as personagens foram reduzidas pelo fato de terem sido eliminadas pelo príncipe Maxon da seleção, você foca melhor mas que sobraram, mas eu fiquei um pouco desapontada na parte romântica, embora eu gostasse das duas opções que a America tinha, com a que ela de fato escolheu, já que o outro era tão querido também. Em A Escolha coisas bem tristes acontecem, mas talvez tenha sido meu livro favorito da série. Vou confessar que o Maxon ganhou minha simpatia na primeira vez que ele e a America se encontraram, depois eu achava ele um saco, mas em A Escolha acho que ele foi redimido.

Tirando isso, os livros são bem leves, e embora a protagonista seja chatinha (e muito precipitada) de vez em quando, é alguém pra quem você torce. Diferente da filha dela. Meu Deus, me perdoem fãs de A Herdeira (eu não consigo nem lembrar o nome da menina), mas ela é tão diferente, pra pior, da America, que lendo me questionei por qual motivo a autora tinha continuado a série. Mas lá pro meio do livro ela fica mais humanizada, e acredito que com algum esforço até torcerei por ela no próximo livro.

Apesar de serem livros completamente diferentes, e eu não sei qual dos dois saiu primeiro, então me corrijam se a ordem for inversa, eu meio que identifiquei algumas coisas semelhantes com a estrutura de Jogos Vorazes, como o sistema de casta (distritos), a seleção onde cada uma de uma província era escolhida para no fim sobrar apenas a vencedora (embora ninguém morra pra ser eliminada), o fato da America e a irmã serem muito apegadas, e os conflitos que o povo estava tendo, provocando várias rebeliões com rebeldes e de repente a America se tornar um modelo para o povo… Enfim, como eu disse, não sei qual das duas saiu primeiro, e não acho que as coisas tenham sido copiadas, apenas são semelhanças que identifiquei por já ter lido a outra saga. Mas como eu disse, as histórias são completamente diferentes, então essas semelhanças na estrutura são basicamente a única coisa que pode ser comparada.

De qualquer forma, achei os livros bem legais, fazia tempo que não me interessava por uma saga. Se vocês já leram, me contém o que acharam! Se não, fica a dica pra adicionar a sua lista de leitura! Acho que vale a pena ler, é uma história interessante, apesar das capas passarem um ar não tão atrativo, ou algo do tipo. ;)

Carolina Alves