Re(ação)

Todas as estrelas se alinhamDispostas, como nós estamos,

A serem serenas vigias

Que coroam em bênçãos 

Repletas de brilho

O momento pelo qual esperamos
E os pés, disponíveis ainda 

A infinitas milhas seguir caminhando 

Percorrem o caminho de terra, asfalto e pedra

Tendo cada passo o coração guiando 
E à noite, numa cama fria

Dois corpos repousam, por fim se tocando

E, que outra consequência traria 

Se não aquecer aquelas almas

Com o calor das peles emanando
Ao fundo, sempre havia a melodia

E a poesia existia

Ao admirar cada nota tocando 

Aos poucos, todas elas preenchiam

As partes que à elas cabiam 

Como se fossem combustível para o amor

Cada vez maior despertando
Assim, como se o coração fosse depósito precioso 

Memórias foram guardando

Entre as quais não havia briga

Pois entre todas vividas 

Havia apenas o melhor de ambos 

Espaço disputando
Longe da vida ser perfeita

Há dias de sombra e seca

Apesar destes não passarem de distantes memorandos

De que nem tudo que reluz é ouro

Mas tudo que é ouro reluz

E em dias de sombra, a menor luz 

É motivo de certeza, e não espanto 

De que vale sempre a pena seguir

Tentando 
Dois corpos na beira da lagoa jaziam

E o sol seus corpos abraçando 

De mãos dadas o vento sentiam

E dele recebiam a mensagem 

De que o caminho estava apenas começando 

E naquelas águas um dia entrariam

Com a plena certeza de que ao sair não seriam

As mesmas pessoas que eram entrando 

Ainda assim, uma coisa não mudaria

E permaneceria intacta

Tal como o segredo da Terra

E o dos anjos
Por ora, bastava fazer espalhar a notícia 

De que nesse mundo havia 

Dois indivíduos se conectando 

Por amor, sorte ou destino 

Havia a certeza

E era o que mantinha o mundo girando

Carolina Lobo

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