O que o Acaso traz na mão 

Só o desconhecido Traz à alma o que apetece

Se finjo mal dar ouvidos

É porque a Deus rezo minha prece

Que escute esse filho perdido

Em loucura, o que acontece?

É que o desconhecido clama aos berros seu mistério 

No vago, mas amplo silêncio que me agride;

Me engloba

E enlouquece

Porque pra que serviria a distância em metros

Se não para serem capazes de percorrer as mãos?

Para que usaste da Tua voz

Se não para que tocasses aquele coração?

Mas aí é que existe o mistério dessa vasta criação 

Pois se nem tudo que tem asas foi feito 

Para sair do chão 

Como tens a audácia de solicitar que eu me jogue no abismo 

Preenchido por adivinhação 

Quando não me garante o vôo  

E em contentamento assiste 

Entre sussurros

“Pelo sim e pelo não”
Carolina Alves

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Filme: Um Estranho No Ninho

Olá pessoal! :)

Queria ter feito esse post há mais tempo, porém a preguiça não me permitiu. Mas, vamos ao que interessa. Esse é um filme meio velho, eu fui saber da existência dele enquanto procurava sobre o filme O Silêncio dos Inocentes. Em algum link relacionado acabei parando nele.

Aí, o santo Netflix estava dizendo: Ei, me assista! E eu obediente que sou, fui. E persistente também, diga-se de passagem, já que fiquei das 16 h da tarde até as 20 h da noite pra terminar tudo, graças a maravilha que é a minha internet. Glória!

Sinopse: Randle Patrick McMurphy (Jack Nicholson), um prisioneiro, simula estar insano para não trabalhar e vai para uma instituição para doentes mentais. Lá estimula os internos a se revoltarem contra as rígidas normas impostas pela enfermeira-chefe Ratched (Louise Fletcher), mas não tem idéia do preço que irá pagar por desafiar uma clínica “especializada”.

Minha opinião sobre: No começo eu quase fechei o filme, porque sério, eles falaram bom dia umas quinhentas vezes e nada acontecia. Mas pacientemente eu esperei, já que não tinha nada melhor pra fazer, e depois de uns trinta minutos eu me apeguei ao protagonista e comecei a me divertir com o filme. Teve uma hora que eu achei que tava ficando bem louca, tipo aquele deja vù tenebroso que não te larga? Aí depois eu descobri que estava ficando confusa porque tem alguma temporada de House que o médico fica num hospital desses e faz umas coisas do tipo né? Deve ter sido inspirado.

Mas enfim, eu tenho a sensação de que eu deveria sentir alguma simpatia pela enfermeira, mas na verdade eu odiei ela com todas as minhas forças, porque acho que a culpa foi dela (assistam pra saber do que eu estou falando), mesmo que indiretamente. Já o Randle possui alguma coisa que faz você esquecer que ele é um bandido perigoso e tudo o mais, já que ele – na minha opinião – é o único que parece se importar com os outros dentro da clínica. Vide a amizade dele com o Chefe.

O final do filme foi uma coisa que eu não estava esperando de jeito nenhum. Existem dois acontecimentos dramáticos. O primeiro até era um pouco esperado, mas eu não estava preparada psicologicamente para o segundo. Chorei nos dois. E a cena final com o Chefe foi de alguma forma tranquilizadora. O que eu tenho pra dizer é: assistam. Embora comece se arrastando, o filme surpreende bastante ao seu decorrer.

Carolina Alves.

Série: Narcos

Ei pessoas :)

Vocês que vivem pela a internet já devem ter percebido que muita gente está comentando sobre a série original do Netflix, Narcos. Pois bem, caso você já tenha visto os episódios, nos diga o que achou! Se ainda não viu, continue com a gente:

Narcos é uma série sobre o narcotráfico, especialmente sobre o mais importante na Colômbia, o Cartel de Mendellín. Alguma vez na vida você já deve ter ouvido falar sobre Pablo Escobar, certo? Trazendo Wagner Moura como o emblemático traficante, Narcos é uma daquelas coisas que você fica impressionado e não pode parar de assistir, seja por curiosidade sobre fatos históricos retratados no entretenimento, ou por ser realmente uma produção muito boa.

Obviamente é uma história – real – que se vende sozinha, mas isso é mero detalhe, porque tenho certeza de que a série poderia não ter sido tão boa se não tivesse sido retratada com tanto esmero por parte das pessoas envolvidas no projeto. Como sempre, gosto de lembrar que não tenho a menor competência para falar sobre esse tipo de coisa, mas como espectadora essa é a impressão que tenho.

Se você ainda não assistiu a essa série, eu recomendo fervorosamente que faça isso. Você talvez não seja fã desse tipo de coisa, mas além das atuações incríveis, acho que existe uma curiosidade geral para entender melhor a história (isso é, para quem não viveu isso) de como um cara de origem humilde se tornou uma das pessoas mais ricas e perigosas da história do tráfico.

(E por último: a não ser que você seja de algum país que tenha o espanhol como língua materna, ou seja muito perfeccionista, não acho que o sotaque do Wagner Moura vai te incomodar muito. O que incomoda mesmo são alguns sites nacionais (internacionais até vai, afinal eles que falam a língua têm o direito de reclamar) tentando ofuscar a atuação do cara por causa desse detalhe)

Carolina Alves